Quando Rogério Ceni acordou, em 25 de junho de 1993, não imaginava que pegaria um pênalti naquele dia. Ainda mais em sua estreia na equipe principal do São Paulo. O adversário era o Tenerife, pelo Torneio Santiago de Compostela. A vitória de 4 a 1 – Rogério defendeu a penalidade quando a partida estava 2 a 1 para o tricolor – levou o time para a final contra o River Plate, dois dias depois. Após um empate por 2 a 2, a decisão foi para os pênaltis. Rogério Ceni pegou uma cobrança e foi dormir campeão.
Poucas histórias de sucesso começam com vitória, mas Rogério Ceni sempre foi especialista em contrariar as estatísticas. O goleiro quebrou muitos recordes e a cara de quem não acreditava em seu talento dentro e fora da área.
Rogério Ceni não é só o jogador que vestiu mais vezes a camisa do São Paulo. Ele é o jogador que mais vezes atuou pelo mesmo time em Campeonatos Brasileiros, além de ser o que mais partidas jogou na história da competição; o jogador brasileiro que mais atuou na Libertadores e o maior artilheiro do São Paulo no torneio; o segundo goleiro da história com mais títulos em um só clube; o quarto jogador que mais vestiu a camisa de um time no futebol mundial; o atleta que mais entrou em campo com a tarja de capitão em todo o mundo; o maior vencedor da Bola de Prata, premiação concedida pela revista Placar; o maior goleiro artilheiro da história do futebol e o sétimo maior artilheiro do Estádio do Morumbi. Isso tudo, claro, acompanhado por muitos títulos nacionais e internacionais.
Em sua milésima noite de sono após uma partida disputada, Rogério Ceni certamente dormiu feliz. O goleiro foi responsável por mais uma quebra de recorde em sua carreira, desta vez a de público na atual edição do Brasileirão. O estádio do Morumbi recebeu 63.154 pessoas, dentre elas, 3 mil crianças – nem a Xuxa seria capaz de juntar tantos baixinhos.
Além de goleiro, Rogério Ceni atuou como DJ no dia da festa, escolhendo a trilha sonora do pré-jogo: Guns n’Roses, Pink Floyd, Midnight Oil e, claro, AC/DC – sua banda favorita. Depois da homenagem, a vitória diante do Atlético Mineiro foi a cereja do bolo.
Perguntado ao final da partida, Rogério comentou sobre o sentimento de chegar à marca de mil jogos: “Para mim isto foi muito bom, com o encerramento que eu imaginava (vitória do São Paulo). Com o carinho da torcida, a parceria e acreditar naquele cara que está aqui faz tempo. Ter uma festa como esta é excelente, mas já estou pensando no jogo 1001”. Pois bem. Que venha a milésima primeira noite de sono; com vitória e, quem sabe, a liderança.
1.000 partidas. Mais de 100 gols. Como jogador e pessoa pública, nota 10. Para os críticos, o camisa 1 é um zero à esquerda. Para seus súditos, três à direita.

Titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1982, Toninho Cerezo jogava pelo São Paulo, em 1993. Na final do Torneio Santiago de Compostela, contra o River Plate, na decisão por pênaltis, o meia desperdiçou sua cobrança, mas Rogério Ceni defendeu um pênalti e o quinto argentino foi para fora. Agradecido, Cerezo se ajoelhou diante do jovem que se tornaria o maior jogador da história do clube.
ResponderExcluirOi Má, muito bom!!! Parabéns!!!!
ResponderExcluirVer uma coluna tão bem escrita só me engrandece. Não me lembrava da cena com Mestre Cerezo, tampouco dos vários recordes.
ResponderExcluirExcelente pesquisa e texto, meu jovem.
Libertas quae sera tamen!
BONITA homenagem!!!
ResponderExcluirTALENTO é o que não te falta, Ma.
Sucesso neste "seu caminho"; com meus votos que seja tão iluminado como o de Santiago de Compostela.
Tia Celina
Valente e inescrutável jovem de ressonante talento literário que se coaduna com a grandeza imensurável da maior e mais vencedora equipe do futebol Brasileiro, e que não nos venha Dean, com argumentos falaciosos dizer o contrário, texto genial a altura da mitologia do protagonista.V.Exa é um orgulho pra coletividade são paulina, seja mais presente e o sucesso mais rápido alcançará.
ResponderExcluirSaudações soberanas
Eu ganhei Copa,também sou ídolo e até fui canonizado em vida, mas confesso que não chego aos pés do que esse cara fez pelo futebol. Além de tudo, meu amigo. Parabéns, Rogerião!
ResponderExcluirEu estava lá dentro do campo e fiquei arrepiado com a homenagem. Fiquei imaginando a minha estreia com mais um recorde de público.
ResponderExcluirNosso pai é f****!
ResponderExcluirMarcos, me desculpe, mas eu fui o goleiro que mais tomou gols do Rogério. Pelo menos esse título é meu. Abraço!
ResponderExcluirOlha só, eu fui o primeiro fã do Rogério. Quero uma camisa personalizada. Que orgulho!
ResponderExcluirCompletei 100 jogos pelo time da prisão e ninguém fala nada. Imprensa de merda.
ResponderExcluirSó três jogadores fizeram mil jogos no Brasil. Um virou presidente (eu), outro virou rei e o último virou mito.
ResponderExcluirVem viver as próximas mil e uma noites comigo, querido! Te amo, Ceni!
ResponderExcluirMinha querida rainha, manere seu linguajar para que eu continue a lhe poupar da morte prematura, mesmo diante de suas estonteantes histórias que a mantém viva. Tô de olho nocê.
ResponderExcluirJuiz FDP, Ladrão, CBF Gambá.Tudo armado pra esse timinho levar outro título fora de campo. Brasil a vergonha do Globo terrestre,corrupção, pseudo-socialistas "intelectuais" e incompetentes no comando, nação de Corruptos. Vai ser difícil chegar de novo, mas vamos lutar, contra tudo e todos.
ResponderExcluirEu não fiz falta, arbitragem medíocre, por isso quero ir jogar na Europa.
ResponderExcluirBrazilian refeering is a piece of shit.A shame! Boot, congratulations for your blog.
ResponderExcluirTão me pagando bem, que mal tem?
ResponderExcluirEnquanto eu estiver a frente dessa merda, vocês não vão ganhar mais. HAHAHAHAHAHAHA
ResponderExcluirDepois das minhas mil e uma noites, vem aí Ali Babá e os 40 ladrões.
ResponderExcluirSó pra quebrar mais um recorde, de comentários no blog. 21!
ResponderExcluir