Todo mundo tem um time de coração. Mas um dia, o coração para de bater. Taquicardia, infarto, pânico, desespero. Como é possível um jogador perder tantos gols? E um clube, tantos pontos? É, meu amigo, se o seu time já está moribundo faltando ainda um mês para o fim da temporada, é hora de ter fé. Não enterre as suas esperanças!
O São Paulo, por sua vez, respira por aparelhos. O clube passou um ano diferente, com dois técnicos que não conseguiram domar o elenco – por isso veio Leão. A verdade é que o tricolor passou mais tempo pensando em comemorar fatos do que títulos. Rogério fez cem gols: teve festa. Rogério fez mil jogos: festa. Luís Fabiano foi apresentado: mais festa. Luís Fabiano estreou: outra festa. Mas quem fez a festa mesmo foram os adversários. O time nunca havia perdido tantos jogos dentro de seus domínios. Lá se vão dez jogos sem vitória, outros tantos sem ao menos marcar um gol. E a vaga na Libertadores segue ameaçada pelo segundo ano consecutivo.
Já o Corinthians é um morto de fome de títulos. Ainda briga pela taça no Brasileiro e a pressão vinda das arquibancadas aumenta a cada rodada, de acordo com a fragilidade dos adversários nessa reta final. Vieram os reforços de peso – Adriano à parte – e o time se encontrou: Liédson fazendo gols, Alex dando belos passes e Ralf desarmando os adversários. Mas a boa fase não foi o suficiente para se manter tranquilo no topo. O Vasco encostou e promete brigar até a derradeira rodada. E a cruz de Malta não pretende se fixar em nenhuma cova.
O Santos, com Muricy, ganhou novamente a Libertadores e encontrou o centroavante ideal: Humberlito Borges. Mas a ausência de Ganso fez o time cair de produção e o Brasileiro se transformou numa grande excursão de amistosos pelo País. O time parece estar se guardando para o Mundial – só esqueceram de avisar o Neymar. Porém, o torneio intercontinental não vai ser fácil; muito pelo contrário. Para o Santos conquistar o mundo, só mesmo se Messi for dessa para uma melhor. Se bem que, aqui, ele já está numa melhor.
Até agora, o ano de 2011 foi bom mesmo para a Portuguesa, que renasceu das cinzas e conquistou um título após quase 40 anos.
