Quando se fala em Copa do Mundo Sub-20 – antigo “Mundial de Juniores” –, logo se pensa nos jogadores que foram campeões e se tornaram famosos ou craques. Maradona foi o primeiro e, certamente, o maior deles.
Brasil e Argentina sempre se mostraram especialistas em revelar jogadores e, sobretudo, conquistar títulos na categoria – 6 a 5 para los hermanos. No lado brasileiro, foram campeões Bebeto, Dunga e Jorginho, em 1983, Taffarel, Silas e Müller, em 1985, Dida, em 1993, e Daniel Alves, em 2003. Os argentinos, por sua vez, venceram com Maradona, em 1979, Sorín, em 1995, Samuel, Cambiasso e Riquelme, em 1997, D’Alessandro, em 2001, Messi, em 2005, e Agüero, em 2007.
Porém, em 1987, não deu Brasil e nem Argentina. A então Iugoslávia brilhou com Boban, Prosinečki e Šuker – o trio faria sucesso pela Croácia na Copa de 98. Houve ainda outros nomes que se destacaram depois de conquistar o torneio: os portugueses Rui Costa e Figo, campeões em 1991, e os espanhóis Xavi e Casillas, vencedores em 1999. Entretanto, a relação “título–fama” nem sempre foi bem sucedida. Muito pelo contrário.
Em 1981, a Argentina sequer passou da 1º fase, mas Burruchaga estava lá, anônimo, mal sabendo que seria o autor do gol do bicampeonato mundial, cinco anos mais tarde. Goycochea era o goleiro daquele time.
A Holanda nunca chegou à decisão do Sub-20, mas, em 1983, apresentou Marco van Basten ao mundo. No mesmo ano, Rubén Sosa caiu nas quartas com o Uruguai. No Mundial de 1985, o Brasil goleou a Colômbia por 6 a 0 – coitado do jovem Higuita.
O russo Salenko não foi apenas artilheiro da Copa de 94. Cinco anos antes, ainda sob a patente soviética, o atacante foi o goleador do Mundial Sub-20, com 5 gols. A Espanha, campeã em 1999, fracassou quatro anos antes, com Raúl e Morientes, e quatro anos depois, na final, com Iniesta.
A França de 1997 perdeu de 3 a 0 do Brasil na 1º fase. O resultado só saiu da cabeça de Sagnol, Silvestre, Anelka, Trezeguet e Henry um ano depois. Na mesma edição, a Inglaterra de Owen foi eliminada pela Argentina nas oitavas. Só que, neste caso, os bretões não conseguiram devolver o placar na Copa de 98.
Em 1999, o Uruguai tirou o Paraguai de Justo Villar, Santa Cruz e Cabañas nas oitavas e o Brasil de Ronaldinho Gaúcho, Juan e Júlio César nas quartas. Mas o time de Forlán acabou surpreendido pelo Japão nas semifinais. Já a Inglaterra de Crouch perdeu os três jogos que fez.
Em 2001, Brasil, República Tcheca e Holanda caíram nas quartas, mesmo com Kaká, Adriano Imperador, Petr Čech, Stekelenburg, van der Vaart e Robben.
A Argentina de 2003, de Mascherano, Tévez e Montillo, não ganhou. Mas a de 2005, com o até então inexpressivo Messi, sagrou-se campeã, depois de eliminar a Colômbia de Falcao García e a Espanha de Fàbregas.
Em 2007, o Uruguai de Cavani e Luis Suárez ficou nas oitavas, enquanto a Espanha de Piqué parou nas quartas. Em 2009, o Brasil de Ganso perdeu a decisão contra Gana nos pênaltis.
Diante desta curiosa estatística, as chances de sucesso de Henrique, Philippe Coutinho e Oscar, campeões em 2011 pelo Brasil, parecem menores que a do português Nélson Oliveira e do mexicano Jorge Enríquez, Bola de Prata e Bronze da competição, respectivamente. Quais deles estarão em 2014? Só o tempo e as listas de convocados poderão dizer.


